28 setembro 2006

Na Lembrança, Somente na Lembrança

Um dia há muitas eras atrás um homem acordou de sua irracionalidade e disse:

Eu Te Amo!

Este homem não sabia o que sentia, ou o que estas palavras significavam,

Como hoje ainda não sabemos o que sentimos quando amamos, nem o que significa amar

Este homem secular sentia-se desesperado,

Por não poder viver sem seu ser amado,

Não sabia por que sua simples presença o deixava sem ar,

Porque seu peito palpitava, com a sutileza de seu toque

Suas mãos suavam, pela ansiedade do encontro

Sua cabeça girava, somente de ouvir o doce som de sua voz.

Exatamente os sintomas que sentimos, por aqueles que dizemos Eu Te Amo

Um dia este homem acordou e descobriu que já não sentia mais nada,

Que para ele, o ser amado, não passava de um devaneio, uma lembrança, ilógica, irracional.

Como hoje ainda acordamos e descobrimos que o amor acaba.

Transitório o sentimento do amor,

Falácia é achar que o amor é eterno.

Do nada ele vem,

Ao nada ele vai,

Mas aquele homem secular, nunca esqueceu que um dia amou,

Como nós nunca nos esquecemos daqueles que amamos, mesmo que por uma simples estação.

Vai se o amor fica a lembrança do ser amado,

Para sempre,

Como uma cicatriz profunda,

Aqueles que amamos nunca nos deixam,

Paramos de amá-los, mas eles sempre estarão prontos!

Para assombrar nossos sonhos!

Ou nos fazer retornar a realidade!

Eterno não é o Amor,

Eterno é a lembrança!

Dos momentos que vivemos com aqueles que amamos.


Do nada os amores surgem,

Ao nada os Amores vão,


Mas o ser amado na lembrança sempre há de perdurar,

Na lembrança,

Somente na lembrança.