Doces Penas
Quando estava só, foram seus olhos que me guiaram pela escuridão.
Quando chorei por não ter ninguém, foi em seus braços que recebi amparo.
Quando gritei, pela dor que corroia meu coração, foi a você quem clamei.
Quando estive feliz, com certeza, foi a seu lado que estive.
Amargo é o veneno da Paixão,
Se alastra pelo corpo, desgasta a alma. Petrificando o ser.
Doce é a pena dos amantes,
Pois sofrem ao se verem e ao se despedirem,
Sofrem por estar, e por não estar.
Agridoce é o amor,
Que dos sentimentos humanos é o mais nobre...
Faz a alma chorar, o corpo esfrangalha, o ser atrapalha.
Doce é ser amado, amargo é amar.
Doce e venenosa é a pena dos amantes
Pois mesmo depois de findado,
O amor na lembrança permanece marcado,
Pena eterna e doce é a lembrança do ser amado.
Sofrimento, venenoso, contagioso, e infindável.
Quando só estiver, não terei seu olhar para me guiar.
Quando chorar, não terei seus braços para me acalentar.
Quando gritar, não poderei clamar por ti.
Quando estiver feliz, não serei mais feliz...
Só há a possibilidade de felicidade,
Com você, Meu amado,
Do Doce Veneno do Amor,
Mais uma dose lhe dou,
e mim,
A Pena Eterna de todos os amantes,
sua suave lembrança.


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