30 agosto 2006

AMAR-TE É HABITO

Patético meus olhos no espelho,

Olhos vermelhos,

de dor,

de rancor,

Chorando por você!

Toda a eternidade se reflete em seu olhar!

Que não posso deixar de olhar.

Este olhar, Ah! Este olhar,

Complacente,

Inocente,

Indecente,


Sentir-te tornou-se hábito.

Ter-te a meu lado, tornou-se hábito.

Seu olhar, hábito.

Seu sorriso maroto, hábito.

Ouvir sua voz, e me sentir maravilhado.

Em palavras que não compreendo bem.

Nada entre nós passou de patético,

Puro habito! Nada, além disso!

Sinto-me só!

No fim da noite,

Com os olhos em dor,

A alma dilacerada,

Lembro de seu sorriso que quase se fez apaixonado.

Temer é Vivier, ou Viver é Temer?

Tenho um medo constante,

um medo que nunca passa,

que por mais que tente não consigo sublimar.

Sinto o vento mudar a cada momento,

dias se vão.

O sol nasce.

A lua brilha, mas o medo me persegue.

Como se fosse uma triste noite fria,

minha mente mesmo vazia esta temerosa,

por nunca deixar-te.

Este medo que nunca para,

que nunca muda que se mantém como uma constante matemática,

sempre perfeito, sem muitos efeitos, estável, imutável.

Temo que nunca encontre alguém para amar.

Temo que se te perder novamente nunca mais encontrarei o amor.

Temo porque nem sequer te tenho.

Temo por ter te perdido,

Temor, horror, pavor, rancor, sem pudor.

Temo o que não tenho.

Temo aquilo que ainda não encontrei,

nem sei se vou encontrar.

Temer não é viver, ou,

será mero fato do viver o temer constante?

23 agosto 2006

Excessos! Melhores? Piores? Ou somente excessos?

O grande problema de sonhar, é o acordar de repente, e se deparar com a dura realidade.

O grande problema dos contos de fada é que “Felizes para Sempre”, só funciona na teoria.

O grande problema da vida é que nem sempre ela é bela, na verdade quase nunca.

O grande problema do amor, é que ele não é fácil, alias é muito difícil.

Adoro sonhar somente para saber o que a realidade é, pois na verdade só ao sonhar consigo ver a realidade da vida.

Adoro o porquê dos contos, lá nada é difícil, tudo acaba bem a bruxa sempre se dá mal no final.

Adoro a vida como ela é árdua, porque cada dia se torna uma provação, da minha e da nossa capacidade de enfrentar os problemas.

Adoro o amor, porque ele não é simples como o ódio.

Triste é viver em sonhos partidos, em realidades deturpadas.

Triste é sempre acreditar que se vai ser feliz, e não se preparar para as tristezas.

Triste é ver a beleza nos olhos de quem vê, e não nos olhos de quem pensa em olhar para a vida.

Triste é não amar por crer somente em sua dificuldade.

Bom é ter sonhos para se lembrar como a vida deveria ser, realidades diferentes, para que lutemos por um mundo melhor.

Bom é crer sim que seremos felizes, mesmo nos piores momentos, saber que as bruxas do dia a dia sempre vão se dar mal.

Bom é ver a beleza das coisas simples, e também a beleza das coisas mais perversas que a vida nos traz.

Bom é amar sempre, pois antes amar e ser amado do que somente se ter a facilidade do ódio e de ser odiado.

Seja sempre excessivo, sempre a exceção, mas nunca use o excesso como desculpa para os atos corretos ou falhos do viver.

Sonhe demais,

Fantasie demais,

Viva demais,

Ame demais, em excesso, até não poder mais.

Quando vem a noite, estou só.

Os olhos vítreos, sem humor,

sem amor, com dor,

se refletem no espelho

Desejam que sua imagem os ilumine.