15 outubro 2006

Racional, um simples ser Bestial?

Racional eu?

Porque me tens como racional,

Eu,

Simples, humano, ser de defeitos, cheio de trejeitos,

Que com a ignorância de nossa espécie convive,

Sou apenas mais um Ser bestial,

neste mundo que insiste em intitular-se racional.

Menos humano seria deixar de ruminar os erros do passado,

e querer alterar o presente com simples pensamento.

Sorte não voltarmos ao passado,

se não nunca o deixaríamos,

viveríamos o ontem,

nunca o hoje,

com a esperança, de se repetir,

no amanha.

Doces Penas

Quando estava só, foram seus olhos que me guiaram pela escuridão.

Quando chorei por não ter ninguém, foi em seus braços que recebi amparo.

Quando gritei, pela dor que corroia meu coração, foi a você quem clamei.

Quando estive feliz, com certeza, foi a seu lado que estive.

Amargo é o veneno da Paixão,

Se alastra pelo corpo, desgasta a alma. Petrificando o ser.

Doce é a pena dos amantes,

Pois sofrem ao se verem e ao se despedirem,

Sofrem por estar, e por não estar.

Agridoce é o amor,

Que dos sentimentos humanos é o mais nobre...

Faz a alma chorar, o corpo esfrangalha, o ser atrapalha.

Doce é ser amado, amargo é amar.

Doce e venenosa é a pena dos amantes

Pois mesmo depois de findado,

O amor na lembrança permanece marcado,

Pena eterna e doce é a lembrança do ser amado.

Sofrimento, venenoso, contagioso, e infindável.

Quando só estiver, não terei seu olhar para me guiar.

Quando chorar, não terei seus braços para me acalentar.

Quando gritar, não poderei clamar por ti.

Quando estiver feliz, não serei mais feliz...

Só há a possibilidade de felicidade,

Com você, Meu amado,

Do Doce Veneno do Amor,

Mais uma dose lhe dou,

e mim,

A Pena Eterna de todos os amantes,

sua suave lembrança.

13 outubro 2006

Libertas quæ sera tamen!

Voto de Castidade

A Deusa da Coragem,

Que deixa o cérebro sem a tal da lavagem...



O minha doce e amada Deusa.

Por ti compadeço...

Por ti me entristeço,

mas és minha Deusa, tu ainda é.

Ô minha saudosa, calorosa, e Deliciosa Deusa!

És má!

pois por ti mato com mais facilidade

Sem dor!

Sem vontade!

Este meu lado que exige ser atrelado ao cavalo do lado!

Pois por ti tomo chuva, sorrindo do frio.

na tentativa de não morrer,

de dor e desespero

vou de encontro,

ao Nirvana,

tu me levas, ao Nirvana,

mas, sempre, será minha Desusa;

Não importa o regaço que devemos ou deveríamos estar,

Somos todos filhos desta cruel realidade.

Onde nunca vai existir Liberdade!

Onde minha verdadeira Deusa

eu nem sei onde está.

Ô minha doce Deusa,

Ainda assim, sendo má,

Sou fiel a ti, ate quando a vontade se der fim!

Pois prefiro saber da cruel realidade,

do que nunca ter sido despertado da própria realidade.



Aos meus Caríssimos Rafaelle, Max, Rafael Mendonça.

Obrigado pela noite de 09 outubro de 2006






Desejo por este lugar, a cada dia que passa sem graça, esta praça, continua existindo...

queria estar junto a este ponto, pois até o céu de agora me traz saudades

quando nesta mesma praça encontrei,

pelo menos penso que sim,

a tão sincera e famosa Liberdade!

07 outubro 2006

Simples, é perguntar, difícil é responder!

Sinto o êxtase de ter-te meu lado,
És meu Sol, emana toda a energia que podes ao estar comigo,
Sinto a Alegria da sua presença,
Sinto a paz, que seu olhar me transmite.
Sinto a calmaria de estar a seu lado,
E meu coração revolto, se cala em um único pensamento.
VOCÊ!

Sinto a solidão de não te ter,
De não poder possuir-te,
Ter a sua carne,
Sentir seu gosto,
Deixar de olhá-lo e toca-lo.

Sinto uma dor insuportável, lastimável a qualquer ser,
Pois és como erva daninha que se entrelaça em mim, sem se quer me tocar.
Até quando, isso terei de aturar?
Até quando, você, em sua covardia eterna, vai se esconder, me afastar e me fazer temer pelo simples fato de não te ter, ou de te perder.

Quem sabe, perder-te não seja tão ruim,
Afinal, você só vem a mim, quando lhe convém, e me trata depois com desdém,
e me deixas, sempre me deixas.
Pergunto-me por quê?
Se me ama, porque, me deixas só no fim da noite?
Porque não podemos ser um?
Por quê?
Por quê?


Simples, é perguntar, difícil é responder,
tanto a mim quanto a você.
Ainda assim, sem saber, sem perceber, pelo simples fato do querer,
Ao seu lado permanecerei,
Você comigo irá continuar,
Pois como Erva Venenosa, de minha mente se apossou, nela fez abrigo.

Sua vida, e a minha, emaranhadas estão,
Sendo isso conveniente a “eles” ou não.
Te amo, como nunca amarei outro alguém.
Pena que o amor precise de dois,
Do mesmo modo e na mesma intensidade,
E não só de um único ser,
Para o amor se concretizar.

Meu amor terás!
Não sei até quando,
Não sei até onde,
Não sei como,
Poderei suportar o simples fardo de te amar,

Mas meu amor terás, sempre,
Ou até quando da erva passarinheira eu me livrar.
Simplesmente, até quando poderei suportar?