O TATU, MICHAEL JACKSON E O SENADOR
Esta semana foi marcada
por 3 fatos distintos, mas com uma mesma raiz, o dinheiro.
O primeiro fato foi uma reportagem exibida no Jornal Hoje, da Rede Globo. Fizeram o maior alarde sobre o Pará. Estradas esburacadas, falta de fiscalização e “crime” a plena luz do dia. O crime? Um matuto paraense na beira de uma rodovia vendendo um tatu. O pobre animal estava morto, claro. O matuto ainda não; mas à beira da fome, estripou o tal tatu e vendia a míseros R$25,00 reais, para fazer a feira e levar leite para as crianças. A globo, que é serviçal de ONGs arruaceiras que procuram alarde sobre nossos “crimes” ambientais, fez toda uma cena e, no final, a apresentadora de mil faces sacou, rapidamente, uma máscara de indignação e ralhou com o fato. Crime absurdo!
Antes de passar ao segundo episódio, é bom lembrar que na América, origem da maioria das ONGs, a caça é legalizada. Regulamentada, é verdade, mas legalizada. Logo, a diferença entre um gringo que mata um alce por esporte e o coitado do matuto que estripou um tatu para matar a fome, é apenas o dinheiro. Enquanto o gringo paga em dólares para matar o bicho, o matuto matou de graça para faturar os R$25,00.
Mas, afora a economia do fato, morte é morte. Regulamentada ou não, a matança foi a mesma. Animal lá, animal cá.
O segundo episódio desta semana ocorre na mais alta corte legislativa do Brasil. Atos secretos! Parentes nomeados! Bomba. Mas o tal senador tem um forte advogado, o sindicalista licenciado! Baseado em experiências próprias aconselha seu amigo a ficar quieto. Reclusão é a saída. Tudo passa. Logo um novo escândalo encobre o anterior.
O terceiro episódio ocorreu ontem. Morreu o “rei do pop”. O menino prodígio que aos 11 anos, negro, espantava o mundo com seu talento musical. Morre agora, aos 50, cor-de-rosa, desfigurado, depois de espantar o mundo com sua metamorfose. Queria virar borboleta, morreu no casulo, só, feio, em silêncio.
O que estes 3 episódios têm em comum?
O dinheiro e a mídia.
O dinheiro motivou os três.
O matuto matou o tatu porque o Governo não consegue resolver as desigualdades. Matou porque não tem emprego. Matou para vender e ganhar uns trocos.
O político nomeou por dinheiro. O Governo não tem controle. Ninguém fiscaliza. Não tem punição.Nomeou porque é hábito de nossos políticos. Nomeou porque o Brasil ainda é dos
> coronéis. E vai ficar lá, sem acontecer nada.
O “rei do pop” perdeu a sanidade com a fama e o dinheiro. Pensou que o dinheiro poderia mudar sua cor de pele, seu nariz. Mudou, mas ficou pior. E não houve dinheiro que chegasse.
A mídia falou dos 3 assuntos. Deu pau no matuto, alisou o senador e imortalizou o pop-star. Claro, o matuto é pobre, não dá retorno. É massa de manobra. O senador é influente, têm ligações, seu advogado dá concessões. O rei do pop já morreu, mas a fama dele ainda vai render uns bons trocos à mídia.
A moral da história? A moral da história é que o Brasil, infelizmente, ainda é um pais sem moral.
Pobre tem que cavar atrás de tatu para ganhar R$25,00, Senador nomeia seus parentes com ato secreto e nada vai acontecer, e americano sempre é pop.
O “rei do pop” já se foi. O senador tem muitos amigos e grande influência. O matuto paraense que se cuide, pode ser preso, afinal, como o planeta vai viver sem um tatu?
* Wagner Pereira Bornelli é
Sócio da Pereira & Bornelli Advocacia
Desejo
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o João-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
Victor Hugo
Para Sempre… Sempre Eterno…
Não se pode matar quem já estar morto!
Mas você me matou, a cada lembrança perdida, ou promessa esquecida.
Você me matará cada vez mais!
Seríamos um casal perfeito, e daí?
Quem disse que o perfeito seria o?
Mas quem disse que o infindável será o eterno?
Minha cabeça é um inferno, do qual a tortura é somente o meu amor por você.
Amor imbecil, fútil, mas perene.
Todas as noites aos prantos, pois as memórias vêem me assombrar, e a paixão que não se consumiu, e que nem mesmo tempo, Senhor Eterno da própria Eternidade, não poderá apagar.
Sigo minhas sombras, pois elas guiam minha alma e meus passos.
Pelo caminho da condenação
Meu coração chora, em pura lastima!
Meu amor, triste e infindável, permanecerá solitário nesse, nosso eterno final sem fim.
Para Sempre, Sempre Eterno...